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Estímulo cognitivo: estratégias acessíveis para manter o cérebro ativo

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Juliana Chaer

12 dez |

6 min

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Envelhecer com saúde vai além do cuidado com o corpo. Manter o cérebro ativo é essencial para preservar a autonomia, a memória, o raciocínio e o bem-estar emocional. O estímulo cognitivo, ou seja, a prática regular de atividades que desafiem e ativem as funções mentais, é uma das estratégias mais eficazes e acessíveis para promover a saúde cerebral em pessoas idosas.

O estímulo cognitivo compreende exercícios que envolvem atenção, linguagem, memória, lógica, criatividade e habilidades motoras finas. Esses estímulos podem ser realizados individualmente ou em grupo e, muitas vezes, envolvem interação social, ampliando seus efeitos positivos sobre o humor e a qualidade de vida.

Diversas atividades cotidianas já são consideradas cognitivamente estimulantes. Entre as estratégias mais acessíveis e eficazes estão:

  • Conversas e socialização: Participar de rodas de conversa, clubes de leitura, encontros com amigos ou familiares estimula a memória e a linguagem, além de promover vínculos afetivos e combater o isolamento.
  • Jogos e desafios mentais: Jogos de cartas, dominó, palavras cruzadas, sudoku, quebra-cabeças e até jogos de tabuleiro ajudam a exercitar habilidades como memória, concentração e resolução de problemas.
  • Leitura e escrita: Ler jornais, revistas, livros ou até mesmo rótulos e receitas ativa diversas áreas do cérebro. Escrever cartas, diários ou listas também contribui para a organização mental e expressão emocional.
  • Atividades artísticas: Pintura, escultura, música, dança, jardinagem ou artesanato são formas prazerosas de estimular criatividade, coordenação motora e atenção plena.
  • Tecnologia: Aplicativos e programas digitais desenvolvidos especialmente para o público idoso oferecem exercícios cognitivos variados e adaptáveis. O uso consciente da tecnologia pode ser uma aliada nesse processo.
  • Aprender algo novo: Estudar um novo idioma, iniciar um curso, aprender a tocar um instrumento ou desenvolver uma nova habilidade estimula a chamada “reserva cognitiva”, que ajuda o cérebro a compensar possíveis perdas ao longo do tempo.
  • Rotina estruturada: Realizar tarefas do dia a dia com regularidade, como cozinhar, arrumar a casa ou organizar objetos, também estimula a atenção, o planejamento e a memória.

É importante que as atividades escolhidas sejam prazerosas, respeitem os limites individuais e estejam adaptadas ao nível de habilidade e interesse da pessoa. A regularidade também é essencial: praticar essas atividades algumas vezes por semana já pode trazer benefícios significativos.

Além disso, o envolvimento social, seja com familiares, amigos ou em grupos organizados, potencializa os efeitos do estímulo cognitivo. A convivência é um fator protetor contra sintomas de depressão e ansiedade, comuns no envelhecimento.

Os principais benefícios do estímulo cognitivo regular incluem:

  • Melhora da memória, atenção e velocidade de raciocínio;
  • Maior autonomia nas atividades do cotidiano;
  • Redução de sintomas depressivos e ansiosos;
  • Melhora da qualidade de vida, autoestima e sensação de propósito.

Estimular o cérebro é tão importante quanto cuidar do corpo. O estímulo cognitivo é uma estratégia segura, acessível e eficaz para manter a mente ativa ao longo do envelhecimento. Adotar essas práticas no dia a dia pode ser decisivo para preservar a saúde mental e manter a independência funcional, promovendo uma vida mais plena, conectada e feliz.

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